31 de jul. de 2008
Confusão II
E lá vem tudo de novo. Confusões borbulhando na cabeça.
Tá... a gente nasce e os nossos pais se matam de trabalhar, afinal, querem dar um bom futuro para suas crias. E aí a gente estuda e estuda. Colégio, graduação, mestrado, doutorado. E trabalho, muito trabalho! A gente quer ter uma vida razoável, a gente quer proporcionar uma vida razoável também.
E está tudo bem, ou parece que sim... aí, a gente morre!
E depois, o que acontece?
Ah...mas pode ser de outra forma também.
A gente pode ter uma excelente criação e resolver não fazer nada da vida. Sair muito, andar por aí, trabalhar muito pouco. Não ligar pra ninguém. E, de repente, morre!
Ou ainda, não ter uma boa criação. Pode não ter educação. Pode dormir na rua.
Pode viajar muito. Beber pra caramba. Ser um bom moço. Ser um mau caráter.
Pode casar, ou não. Ter filhos, ou não. Pode se sentir feliz, ou não.
E depois, o que acontece? Ah sim... a gente morre! Triste...
Será triste mesmo?
E depois, o que acontece?
Existe uma vida depois desta? Uma vida melhor? Se for melhor, por que não ir logo de vez? Alguém quer voltar e me dizer se essa vida existe?
Não... melhor não voltar não.
Ai, ai... cabeça explodindo.
E depois, o que acontece?
Ah... a gente vai pra baixo da terra, né? Vamos virar pó! Pronto tudo acaba aí!
É?
Se for assim, é melhor ficar por aqui mesmo.
Confusões e mais confusões.
E, por que morrer?
Ai, ai... a vida é tão linda. A gente sabe que é!
Mesmo com todas as injustiças, com toda violência, com a poluição e blá, blá, blá... A vida é linda mesmo!
Colegas, amigos, família. Pessoas.
O toque, o beijo, o abraço. Sensações.
Raiva, amor, saudade. Sentimentos.
Céu, estrelas, lua. Maravilhas.
Música, livros, tintas. Artes.
É...
Tudo isso, e outras tantas coisas. No fim, basta olhar com os olhos certos pra perceber que viver é muito bom!
E depois, o que acontece?
Ah... e eu sei? Saber pra quê? É só depois mesmo...
Melhor viver o agora!
13 de jul. de 2008
Cenas
Cada aluno representou três papéis bem diferentes. As trocas de figurino foram agitadas. E no palco aconteceram coisas incríveis: esquecimento de texto, cenário caindo, crises de risos... Eu disse que foi divertido!
Nossa vida é bem assim mesmo, né? Parece teatro, novela, filme...sei lá!
A gente tem sempre que encenar papéis. Mostrando aquele sorriso quando, na verdade, queria estar chorando. Fazendo cara de paisagem, fingindo que nada aconteceu. Divertindo-se quando queria ficar em casa, dormindo.
A gente sempre tenta se adequar a determinadas situações. Sempre querendo o bem de quem está ao redor [por aqui, é assim]. Às vezes, a gente se põe forte, valente, quando, na verdade, é tão frágil. Outras vezes, se põe frágil, solitário, mas na verdade é um verdadeiro herói.
Infelizmente, não dá pra assumir o papel principal sempre. Não dá pra ser o mesmo sempre! Definitivamente, não...
Vida mais complicada essa nossa.
E assim como nos teatros, na vida há os erros de texto, há os erros de cena.
Não era pra ter falado aquilo naquela hora. Era pra ter falado isso pra essa pessoa. Não era pra abraçar agora. Não era nem pra olhar.
Aí, a gente tenta ajeitar tudo. Nos palcos dá até certo... a gente enrola aqui, faz uma gracinha ali, inventa um texto novo... Mas, na vida não é tão simples assim. Nem sempre é fácil consertar...
A vida nem sempre é divertida.
Como nos palcos, às vezes as cenas saem perfeitas. A frase foi dita na hora certa, pra pessoa certa. A crise de riso foi geral. O abraço foi dado no momento certo. Os conselhos foram aceitos. As brincadeiras foram maravilhosas. A lágrima desceu no momento certo.
E assim a gente vai tentando e tentando... Tentando acertar os papéis, acertar o texto, acertar os personagens... Tentando construir cenas perfeitas.
A vida é quase sempre divertida.
Feliz Natal!
Ok ok... Fim do ano se aproximando. Natal chegando!
Época mais sem graça. Época mais depressiva.
Aquelas adoráveis músicas tocando, as luzes piscando, um gordinho, vestido de vermelho, gritando “ho, ho, ho”... Dá pra ser mais ridículo?
Ah... lá vão me chamar de insensível de novo!
Mas, fala sério! Ô povo falso!
Tem séculos que não vê uma pessoa, aí, só porque é dezembro, resolve mandar um cartão pra desejar um feliz natal, ou ainda pior, manda um recado, via orkut mesmo.
Ah... é hora de fazer as doações também! Ajude os fulanos a terem um natal maravilhoso!
Que lindo!
São 365 dias no ano, às vezes 366, e nesse tempo todo, só vão ajudar em um dia... Por quê? Por quê? Porque é Natal! Êêê
Os outros dias existem também. Eles também poderiam ser maravilhosos!
E na véspera do Natal?
É dia 24 de dezembro, a família se reuniu toda. Chega meia-noite! Êê... Feliz Natal!!! Todos se abraçam, se beijam, trocam presentes!
Coisa mais linda...
E depois tem a famosa ceia. Oba!! Comida!!
¬¬
E os encontros das pessoas na rua...
“E aí, fulano, tudo bem? Feliz Natal!”
Ah... e é pra ser feliz só o dia de natal, é?
Custa ajudar mais vezes no ano? Custa ligar pras pessoas distantes de vez em quando? Custa abraçar as pessoas todos os dias? Custa desejar um “feliz dia”?
“Definitivamente... você é muito insensível!! Poxa...dia 25 representa o nascimento de Cristo!”
Ah é... REPRESENTA! Apenas uma REPRESENTAÇÃO! Ainda assim... Quantos se lembram disso? E é pra lembrar Dele só nesse dia, é?
Ahh...dá licença!
Eu só queria que esse clima de “bons corações” durasse o ano todo. E não só um dia, ou um mês... porque a mídia impõe que é natal, que é tempo de se reconciliar, de dar presentes...
Não precisa esperar o fim do ano pra ser bom.
Não precisa esperar o fim do ano pra abraçar.
Não precisa esperar o fim do ano pra dar presentes.
Não precisa esperar o fim do ano pra ser feliz.
Mensagem dada... então:
“Que todos tenham um feliz natal!”
Ho! Ho! Ho!
Lindo dia!

O sábado foi legal, nem era pra ter sido, mas foi!
Talvez o tempo tenha ajudado nisso.
Teresina estava diferente. Fazia certo frio.
Estranho falar em frio, por aqui. Estranho sentir frio, por aqui.
Mas foi assim no sábado. Sobre a parte da manhã, eu nem posso falar nada [por essas horas, eu ainda dormia], mas a tarde não foi quente. Foi possível ficar em qualquer parte da casa, sem sentir aquele velho calor.
À noite, saí pra assistir uma peça. Ah...o tempo tava tão gostoso, dava vontade de ficar admirando o nada, só pra sentir o frio. O vento soprava gelado [o que acontece??], tudo parecia estar em paz. E foi assim por toda madrugada.
Bem que podia ser sempre assim!
Mas, eis que surge o domingo.
Sobre a parte da manhã, eu nem posso falar nada outra vez. Mas, a tarde foi quente, muito quente. Conseguiu deixar-me de mau humor.
A noite chegou. E o calor não tinha ido embora ainda. “De volta ao tempo normal”, foi assim que pensei!
Mas a noite acabou.
Segunda está amanhecendo. O humor está bem melhor agora.
O vento sopra frio, novamente.
O Sol já vai nascer e um lindo dia me espera.
Lindo dia, lindo!
Mudança
E falo de todos os tipos de mudanças.
Mas, agora, SÓ vejo momentos de felicidade, eu SÓ enxergo momentos perfeitos.
Depois que descobri essa segurança, passei a ver tudo com outros olhos.
Felicidade esta que atrai cada vez mais felicidade.
Estranho
Hum...tem umas crianças construindo castelos de areia, outras jogando bola. Tem gente tentando pegar uma cor e outras só jogando conversa fora. O sol começa a se despedir na linha do horizonte.
Eu estou sentada, ao longe, observando tudo. Tudo na mais perfeita paz.
Cada um, uma coisa.
Aí fica um tentando mostrar o seu ponto de vista pro outro. É bem difícil, mas, às vezes, os outros até conseguem ver minha forma, mas não da forma que eu vejo. [Hum??]
Eu penso da forma “x” e você da forma “y”. Você tenta me fazer entender que a forma “y” é mais coerente. Com muita luta, aceito isso. Mas você pensa assim por a+b e eu aceitei pelos motivos b+c. Cheguei ao seu resultado, mas de uma forma um pouco [bem pouco mesmo] diferente.
Foi ele para seu ateliê. Tintas e pincéis. Um lindo quadro surgiu.
Para ele, era a coisa mais perfeita, aquela tela passava uma calma, uma paz.
Ah...ele então leva a obra pra sua nova exposição.
Mas, ele se assustou com o que viu.
Uma mulher começou a chorar. Claro, aquela rosa lembrava seu marido. Ele adorava lhe presentear com rosas. E ele há pouco tempo, partiu.
Não...aquela rosa fazia a criança lembrar de sua mãe. A pessoa mais doce que para ela existia, por isso aquela calma.
Assim nos fazemos todos iguais.”
Pensamentos
As palavras ainda não querem sair.
Isso começa a me perturbar. Já disse que as palavras não querem sair [ou será eu que não quero que elas saiam?]!
Mas a mente quer dizer alguma coisa. Ela quer dizer muitas.
De repente começa a sair um pequeno texto. Não, mas não é isso que quero falar agora.
Apaga tudo... É melhor começar de novo.
...
Então, outro texto começa a aparecer na tela do computador. As frases estão até ficando bonitinhas. Mas ainda não é isso que é pra ser dito.
Tem tanta coisa pra ser dita.
Pensa menina, pensa! Mas é isso o que eu mais faço, chega até cansar.
São tantos pensamentos confusos. Ai, ai... que mente a minha. Não pára um segundo, não quer parar.
Esses pensamentos atrapalham às vezes. O sono que vai embora. A conversa que fica perdida. O acontecimento que não foi percebido. A frase que não foi ouvida na aula. A notícia no jornal não foi vista...
Mas, eles bem ajudam outras vezes. O melhor caminho é o da direita ou da esquerda? Sim ou não? Falar ou calar? Como que resolve essa questão mesmo? Que idéia brilhante!...
Eles sempre [?] sabem o melhor lado. Sempre [?] sabem o que é certo, ou a melhor maneira de ser feita.
Ah... Eles me confundem também [e como!]. Será que foi a melhor decisão? Não era melhor seguir aquele outro caminho ali? E daqui a 20 anos, ainda vai ser assim? E essa situação, vai se resolver?
Não, não. Coisa mais chata! Dá vontade de chacoalhar a cabeça pra ver se esses pensamentos me deixam em paz só por cinco minutos.
Pronto! Cinco minutos! Só cinco... tempo suficiente pra relaxar e esquecer. Esquecer minhas dúvidas e questionamentos. Esquecer meus porquês! Esquecer meu mundo.
Mas quem disse que eu quero esquecer meu mundo. [LOUCA]
Eu não quero esquecer meu mundo mesmo!
Ele é tão lindo e ao mesmo tempo tão feio. É tão cheio de perguntas e de tantas respostas. É tão sem graça e tão engraçado [e como!].
Isso! Pensamentos, não precisam ir embora não. Sem vocês, eu não sou nada. Sem vocês, eu me perco.
Então, fiquem à vontade. Invadam. Perturbem. Façam a festa!
Sempre foi assim mesmo!
Sempre assim. Cheia de pensamentos. E, as palavras? Ah... estas, ainda, não querem sair!
[17/09/2007]
Vazio
Há dias venho pensando e pensando... mas nada se fixa em minha cabeça, nada que possa ser colocado no papel.
...
Um milhão de pensamentos. Um milhão de sonhos. Na hora de escrever, apenas vazio.
Uma mente vazia. Por que tem horas que tudo some da mente? E, principalmente, quando a gente mais precisa?
Um coração vazio. Um coração que já não mais acredita em quase nada, em quase ninguém. Isso nem pode ser assim!
Uma alma vazia. Uma alma sem perspectivas, sem saber para onde seguir. Algo precisa ser mudado!
...
Mas, de repente, tudo parece mudar. Um milhão de pensamentos começa a se misturar. Um milhão de sonhos começa a se confundir. Idéias e mais idéias. Para elas caneta e papel... Até onde isso vai parar??
Uma mente cheia. Repleta de objetivos.
Um coração cheio. Repleto de esperanças, de confiança em quase todo mundo.
Uma alma cheia. Repleta de boas sensações, cheia de novos caminhos a serem percorridos.
Os olhos voltam a brilhar, o sorriso volta a aparecer. A felicidade parece que vai reinar absoluta.
...
Mas o ciclo recomeça!
E surge um vazio.
...
Apenas um vazio.
[24/08/2007]
INSÔNIA
Insônia!
Mais uma noite sem dormir.
Insônia que me persegue, dá pra ir embora de vez??
Conversas no MSN, fuçar orkut alheio, jogar qualquer coisa pela net. De repente bate aquele sono. Hora de dormir, ou de, pelo menos, tentar.
Mas na hora que deito... o sono vai embora. Viro pra um lado, pro outro. Deito na rede, volto pra cama, deito no chão. E nada.
Ligo a TV. Passam filmes interessantes pela madrugada. Assisto um e mais outro. E o sono resolve aparecer, os olhos vão ficando pesados. Só me resta desligar a televisão.
Agora sim... vamos dormir. Está tudo certo...ou quase! O sono resolve fugir de novo. Ah...não tem quem agüente.
A minha cabeça gera, então, um milhão de pensamentos. O que eu vou fazer amanhã? O que foi que aconteceu naquele dia mesmo? E daqui a 20 anos, como vai ser minha vida? E aquele projeto, será que vai sair do papel?
Pensamentos, pensamentos... dá pra vocês irem embora? Dá pro sono chegar [de novo]?
Então vamos ler. Leitura dá sono, às vezes. Mas o livro é interessante, daqueles que dá vontade de ler até o fim. Quero sempre saber o que se esconde em cada página. O livro está chegando ao fim.
Mas os olhos começam a ficar pesados, cada vez mais pesados. As letras à minha frente começam a embaçar.
Que horas são? Cinco, seis? Já nem sei... só consigo apenas desligar a luz e colocar o livro ali do lado.
Minha cabeça só pensa em dormir. Meu corpo só pede pra dormir.
Apaguei!
Na minha mente só sonhos agora!
[10/08/2007]
Repetindo
Que mundo é esse em que vivemos?
Que mundo é esse em que tantos morrem?
Que mundo é esse em que tantos choram?
Que mundo é esse em que há tantos desencontros?
Que mundo é esse em que tantos sonham e poucos realizam?
"Vida louca vida
Vida breve"
Pára um minuto e pensa!
Olha em tua volta... presta atenção no que muitas pessoas dão valor:
* O carro que tu andas
*As roupas que tu vestes
*Os imóveis que possuis
*Os contatos que tens
*Os lugares por onde andas
*O sobrenome que carregas
Fútil, não?
Talvez tu até pense assim....talvez tu já tenha pensado assim
Mas sai disso....passa por cima! Como??
*Tenta ficar bem contigo mesmo
*Tenta fazer o bem pra quem tá do teu lado e não só pra ti mesmo
*Tenta ver a beleza de um nascer/pôr do sol
*Tenta escutar o barulho das ondas
*Tenta ver o brilho das estrelas
*Tenta sentir a chuva
*Tenta sorrir pra alguém
*Tenta abraçar alguém todo dia
*Tenta conhecer pessoas de verdade
*Tenta reconhecer pessoas de verdade
*Tenta fazer alguém feliz hoje
Fácil, não?
Pelo menos parece que sim!
Hum...e vão te chamar de louco depois?? É, talvez até chamem mesmo...mas não seria tu um louco feliz?
"Vida louca vida
Vida imensa"
Aqui foi apenas um desabafo dessa pequena criatura que está triste com esse mundinho que a cerca!
Nós precisamos de mais... nós precisamos de muito mais!
Que tal VIVER um pouco??
CONFUSÃO
Aí a gente vai crescendo e vai vendo que nem tudo é do jeito que aprendeu. Surgem, mesmo que sem querer, as primeiras brigas [tudo bem, elas são importantes]. Vê que tem sempre um ou outro que quer ficar com o teu lápis. Vê que nem todo mundo tem o que comer. Vê que nem todo mundo tem onde ou como estudar. Vê que nem todas as crianças se divertem.
A cabeça da gente entra, então, em uma pequena confusão.
Aí a gente cresce um pouco mais, ainda cercado de muito carinho e já sem tanta proteção. A gente começa a enxergar, com os próprios olhos, onde que o “perigo” mora.
A gente já sabe quem é que merece nossa amizade, já sabe aonde ir, onde ficar.
A gente passa a ver as coisas com maior nitidez. Vê que, mesmo com o tempo, ainda tem criança que não brinca; que não estuda; que não se diverte. Pior ainda, vê que algumas [quiçá muitas] morreram, viraram assaltantes ou coisa parecida. E por outro lado, vê que outras têm tudo em demasia. O mundo é muito injusto mesmo.
Na nossa cabeça a confusão aumenta.
Aí a gente cresce mais ainda. Somos capazes de emitir opiniões, de criticar, de responder, de questionar, de escolher quem vai mandar no país. Nossa visão já está bem mais clara.
A gente vê que o governo não tem dinheiro pra investir na saúde, ao mesmo tempo em que vê que, o mesmo governo, conseguiu bilhões pra investir nuns jogos de num sei o quê. O mundo é muito injusto mesmo.
Na nossa cabeça, a confusão começa a fervilhar.
E a gente continua crescendo, continua evoluindo, obtém novos conhecimentos. As idéias vão ficando cada vez mais claras, as sujeiras desse mundo aparecem de forma mais clara ainda.
A gente retoma antigas lições de não jogar o lixo no chão, de não poluir as águas, de não destruir as plantas. O planeta corre perigo!
Mas tem sempre um ou outro que não aprende a lição. Aí já viu, é aquecimento daqui, uns furacões dali, a seca que mata, a água que mata. Mas, os poderosos são poderosos. Mundo injusto, sempre injusto.
As bolhas da confusão começam a irritar a cabeça.
A gente começa a querer mudar o mundo. A gente ainda tenta mudar, mas acaba sendo derrotado por tanta vileza.
Às vezes, a gente até pensa em deixar de ser “bonzinho”, afinal parece que as coisas boas só acontecem pra quem faz tudo errado.
Nessas alturas, a gente já não acredita em mais nada.
Não acredita no mundo que a gente sonhava quando criança. Não acredita que as coisas podem melhorar. Não acredita nas pessoas. Não quer acreditar mais nem em Deus, mas talvez seja aqui que...
Melhor deixar pra lá, isso é assunto pra outra hora.
Saudade
Saudade de tanta coisa... Tanta coisa que não volta mais, tanta coisa que pode acontecer de novo, tanta coisa que nem deveria ter acontecido.
Deu saudade do tempo de infância... De correr pelo quintal, de brincar de esconde-esconde, da minha avó cantando pra eu dormir, de quando meus pais chegavam de viagem, de não se preocupar com nada.
Saudade dos tempos do ESMG... Dos choros com meu irmão, das brigas com o Léo, das primeiras letras aprendidas, do boletim repleto de 10, das intrigas sem nenhum fundamento [só quem viveu que sabe].
Deu saudade das férias, das viagens em família, saudade de Fortaleza, de S. Luís e até mesmo de S. Francisco. Das brigas dentro do carro, da cantoria, da brigas nos hotéis, das brincadeiras na praia, do cheiro da praia...
Saudade dos tempos do Lerote. Do dia que cheguei, da primeira confusão, das primeiras amizades, dos eternos trabalhos e simulados. Saudade das excursões [Salvador, Paranaíba, S. Raimundo Nonato...], das visitas feitas, da feira de ciências, das gincanas.
Saudade dos professores, das diretoras, das secretárias, do boletim cheio de 8 e 9 [às vezes, um pouco menos], das chiquititas, da turma do 3° ano, das festinhas, dos amigos.
Saudade das incríveis mudanças de casa, das incríveis mudanças de carro, das compras... Saudade da minha eterna casa, das festas feitas, dos aniversários comemorados, das brigas, das cantorias no videokê, dos natais, das viradas de ano...
Saudade do tempo da Novafapi. Saudade do sexteto, da turma do fundão, das confusas provas de histologia, de organizar as festas, dos professores, da ansiedade pelas notas. Dos pedidos de silêncio, dos bate-bocas, da genética, do crep´s e da batata-frita. Saudade dos pedidos pra eu ficar por lá...
Saudade dos planos feitos, das viagens inesperadas, de andar no porta-malas, de juntar a turma toda, das festas do sítio, dos filmes [tantos filmes], do carnaval, das conversas [longas] no msn, dos dias sem nada pra fazer, dos dias sem tempo nem de respirar...
Acabei de voltar no tempo, lembrando, aqui na minha cabeça, de cada detalhe... Deu vontade de tentar mudar algumas coisas. Deu vontade de viver certos momentos de novo.
Mas pra quê ficar lembrando do passado? Só pra sentir o gosto doce das alegrias? Só pra sentir o gosto amargo das decepções? Também pra isso e pra muito mais...
Porque lembrar do passado, te faz repensar o futuro. Lembrar do passado, te faz tentar viver melhor o presente.
É bom pra recordar, bom pra chorar, bom pra refletir, bom pra sorrir e pra seguir sempre em frente!
Ai, ai... Hoje, bateu saudade. Saudade até do que nem existiu...
[15/07/2007]
Sonhos
VIVA AS DIFERENÇAS!
Porque às vezes eu me revolto com gente que se preocupa com o que o outro faz ou deixa de fazer...
Há quem só trabalha
Há quem estuda e trabalha
Há quem só se diverte
Há quem raramente se diverte
E daí? Viva as diferenças!
Tem aqueles que são calados
Os que falam pra caramba
Os que são totalmente tímidos
Os que são loucamente extrovertidos
Viva as diferenças!
Existem os que são chatos pra dedéu
Os que são legais pacas
Os não querem saber de ninguém
Os que querem o bem de todo mundo
Viva as diferenças!
Tem uns que só enxergam o próprio umbigo
Outros que não vivem um só dia sem ajudar alguém
Aqueles adultos que parecem crianças
E aquelas crianças que parecem adultos
Mas... Viva as diferenças!
Pessoas que são felizes e estão sós
Pessoas que são tristes por se sentirem sós
Pessoas que são felizes e ponto
Pessoas que são tristes e ponto
Viva as diferenças!
E tem aqueles que são heteros
Aqueles que são bi
Os que são homo
E ainda uns tais de metro
... Viva as diferenças!
Uns que adoram MPB
Uns que gostam de rock
Outros que amam forró
Outros que se amarram no funk
Viva as diferenças!
E tem os que se acabam de comer
Os que morrem de beber
Os que não se cansam de dançar
Os que não querem nem se mexer
Viva as diferenças!
Aqueles de coração de pedra
Aqueles que se apaixonam perdidamente
Os que odeiam loucamente
Os que amam intensamente
E viva as diferenças!
Uns que são católicos
Outros protestantes
Tem uns ateus
E outros agnósticos
... E daí? Viva as diferenças!
Os que amam ler
Os que odeiam escrever
Os que amam ensinar
Os que odeiam aprender
Viva as diferenças!
Os que vivem de sonhos
Os que nem sonham mais
Os que ainda acreditam nas pessoas
Os que não crêem mais
Viva as diferenças!
Tem uns que se importam com que os outros pensam
Outros que já nem se importam mais
Uns que vivem em função do outro
Outros que já nem vivem mais
Ah... Mas viva as diferenças!
...
E há tantos outros que amam, odeiam, adoram, reclamam, se stressam, se divertem...
Mas, é por isso que o mundo tem graça, é por isso que o mundo é mundo... Já pensou se todos fosse iguais?
Tempos
noites de chuva
noites de lua [e que lua!]
dias de chuva [raros, sempre raros]
dias de sol, de muito sol
manhãs de ficar dormindo
manhãs de rodar no centro
manhãs de algumas discussões
manhãs de ficar dormindo outra vez
tardes amenas
tardes calorosas
tardes de estudo
ou de nada para fazer
madrugadas viradas no “msn”
madrugadas viradas vendo o "Jô"
madrugadas viradas lendo um bom livro
madrugadas viradas lendo um monte de "porcarias"
madrugadas de conversar com as amigas
madrugadas de escrever besteiras
madrugadas em que dá vontade de sumir e nunca mais aparecer
... e algumas madrugadas de muito sono
dias de festas
dias de assistir filme na TV
dias de encontrar os amigos
dias para matar a saudade
semanas sem nenhuma graça
fins de semana sem graça alguma
semanas turbulentas
finais de semana mais turbulentos ainda
sábados de stress, muito stress
sábados de comer chocolate, bastante chocolate
sábados de risadas, de gargalhadas
sábados de lágrimas, algumas que ainda insistem em cair
domingos de pintura
domingos de almoços
domingos de preguiça, muita preguiça
domingos de arrumar o guarda-roupa
domingos de estudar pra prova de segunda
horas de viagens, loucas viagens
horas de dança
horas de reflexão e oração
horas de loucura
horas que dá vontade de jogar tudo pro alto
horas que dá vontade de voltar no tempo
horas que dá vontade de acelerar o tempo
tempos em que tudo muda
tempos em que nada muda
tempos em que nada volta
tempos em que tudo volta
noites de chuva
noites de lua [e que lua!]
dias de chuva [raros, sempre raros]
dias de sol, de muito sol...
[13/06/2007]